quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sobre amor. Ou seria desamor?
Em um dia normal, você vai sair pra rua e seu olhar vai cruzar com alguém. Essa pessoa vai sentir a mesma sensação estranha que você sentiu e vai acontecer o que chamam de amor à primeira vista. Num outro dia, você percebera que o que sente é recíproco e aquela pessoa é a tal que você sempre procurou. Em um dia mais adiante, acontecerá o tão esperado beijo entre vocês dois e aí sim você começará a acreditar em amor verdadeiro. Então, um outro dia qualquer, alguém se lamentará para você, dizendo as coisas de que você antigamente reclamava. Você pedirá a pessoa que espere, que um dia ela encontrará alguém que vai amá-la do jeito que ela é. Ela vai fingir acreditar, do jeito que você fazia, mas você dirá que acredite, que um dia ela vai saber que isso é verdade, que um dia ela será feliz como nunca foi. E ela esperará, pacientemente, o tal dia que sempre prometem a ela. Ah, nesse dia...
domingo, 19 de setembro de 2010
Preguiça de tudo.
Preguiça de explicar o porque daquilo, o porque disso. Preguiça de comer. Preguiça de contar os pontos da minha dieta. Preguiça de chorar. Preguiça de escutar aquela música e chorar. Preguiça de pensar naquilo, escutar aquela música e chorar. Preguiça de estudar. Preguiça de ficar entediada. Preguiça de conversar. Preguiça de reclamar. Preguiça de pensar. Preguiça de fazer certo. Preguiça de ajudar. Preguiça de mudar algo de lugar. Preguiça de dizer "sim". Preguiça de dizer "não". Preguiça de ficar brava. Preguiça de raciocinar. Preguiça de sentir inveja. Preguiça de sentir orgulho. Preguiça de trocar de roupa. Preguiça, preguiça. Preguiça de ser eu mesma.
sábado, 11 de setembro de 2010
I just need you, now.
Precisar de alguém. Díficil. Humilhante para a mais flexível das feministas (Porque, convenhamos, toda mulher é um pouco feminista). Precisar de alguém como se precisa de alimento. Um alimento para a alma. Um brigadeiro, diria. Gostoso, mas nem um pouco saudável. É assim que é uma pessoa para a outra que necessita dela. O melhor de ter alguém, é não precisar dele, vários dizem. Até não se usa o termo "ter". Porque ninguém possui ao outro. Nós teremos uns aos outros até a pessoa permitir. E quando ela não mais permitir? Aí a sua vida vai se resumir a brigadeiros (literalmente), sábados chuvosos e lágrimas por erros que não cometeu? Só por você precisar de alguém? Tanto que chega a doer o estômago, as mãos, e até os pés, na melhor das hipóteses? Não. Porque você, aí no fundo, sabe que existem mais do que isso. Que existem barras de chocolates para serem divididas, domingos ensolarados para serem divertidos, e muitos, mas muitos sorrisos para serem compartilhados. E você só tem que achar com quem compartilhar. E essa pessoa vai se permitir de ser sua. Para sempre.
Me fez chorar absurdamente.
Ela diz que não sabe escrever. Já a ouvi dizendo que não sabe fazer nada, que se odeia e que sua vida é uma merda. Ela nunca olhou em volta e viu as tantas pessoas que sorriem ao encontrar o seu olhar. Às vezes acho que ela quer carinho, ela se entristece com atitudes que desaprova, ela sabe manter os seus amigos e eles querem o bem dela, mais do que qualquer outro pode querer. Porque sim, ela é valorizada. Todos sabem que ela faz a diferença, em cada parte de suas atitudes, o bem estar dos outros está acima do seu. E às vezes ela cansa, e agente percebe. Não adianta perguntar o que houve, é preciso entendê-la. E essa é a parte mais difícil.
Eu sei que tinha dias, em que à noite, ela chorava baixinho, para ninguém ouvi-la, para ninguém se preocupar. E enquanto amanhecia outro dia começava, onde ela se preocuparia com todos os outros, ela secaria as minhas “lágrimas adocicadas” quando fosse preciso, e faria tudo o que está ao seu alcance para que não houvesse brigas, desentendimentos, discussões. E quem sabe nunca a agradeceram por isso. Nunca pararam pra pensar... Que ela é uma boa garota. Ela é uma ótima garota, ela é mais forte que todas nós. Ela sorri sempre que sabe que isso vai nos deixar bem, ela é a amiga pra vida toda. Não importa o que aconteça, e quem ficará pelo caminho, jamais a abandonaremos. Ela é uma boa escritora. Ela está escrevendo muito bem a própria história, e está ajudando a montar os parágrafos mais alegres da nossa.
Créditos: Sweet Tears
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Bondade cansativa.
Por muito tempo eu acreditava ser uma espécie de anjo dos outros. Quanta pouca modéstia a minha, não é? Tudo bem, você pode ser bom, muito bom, e até ótimo com as pessoas. Mas nunca um anjo. Porque anjos não cansam. E eu sim.
As pessoas chegavam até a se espantar com a minha alegria em ajudar os outros, mas uma hora isso acaba. É na hora em que você percebe que a coisas não são assim tão simples, que as vezes você tem que pensar em você. E eu percebi. E estou cansada. Cansada de ajudar. Cansada de ser um anjo, como eu mesma me considerava. Fico sem a auréola e deixo essa missão incansável e extremamente admirável para os anjos da guarda. Só peço que me deixem viver normalmente agora. Obrigada.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Ainda acredita nos filmes?
Menina nerd, zoada, com só um melhor amigo gordinho, apaixonada pelo popular, que por acaso, namora a mais linda do colégio - e a pior inimiga da menina. Ela tem uma melhor amiga chata como ela e fazem tudo juntas. A menina nerd só quer ficar com o popular e faz de tudo por isso. Aí podem acontecer dois finais: Ela ficar com o popular, já que vai virar tão encantadora que ele vai se apaixonar na hora por ela, ou perceber, depois de ficar com o popular, que sempre a quis bem e quem ela quer de verdade é o melhor amigo. Aí, de qualquer forma, ela com o popular ou com o seu melhor amigo, viverá feliz para sempre.
Todo mundo já leu ao menos um livro ou vi um filme com essa história. Ela se repete em todos os filmes de adolescentes em Hollywood. Bate-se tanto nessa tecla que esqueceram de falar pras meninas que isso não é uma fórmula. Que não são todas que vão ter um melhor amigo super fofo e nem que vão virar encantadoras de cabelos esvoaçantes para o popular da escola olhar pra você. E isso não é errado. É apenas... o normal. Os filmes parecem retratar algo que acontece ás vezes como se acontecesse sempre, mas isso é nada mais do que para o dinheiro, afinal, o que é melhor: um final feliz ou um amor não correspondido de adolescente? Então... talvez o seu melhor amigo ou o popular não sejam certos pra você. Talvez o certo seja outro cara. Quem você nem conhece. Quem você não é amiga. Quem você não dá importância. E você só não sabe disso ainda. E isso é natural. Desista do seu melhor amigo e do popular do seu colégio, e vá viver a sua vida, afinal... você AINDA acredita nos filmes?
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