sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Defeitos.
Eu sei que ás vezes você chega em casa e tudo o que quer é gritar, chutar tudo e não falar com ninguém. Sei que ás vezes você desconta em quem não tem nada a ver com isso. Sei que você vive falando que tem que emagrecer, mas come feito louca escondida. Sei também que você não consegue se controlar a não falar mal dos outros ás vezes. Sei que você é hipócrita como ninguém é. Sei que ás vezes você se finje de coitadinha. Sei também, que você algumas vezes não fala a verdade. Claro que algumas vezes você não pode contar mesmo, mas que a maioria é em benefício próprio. Ás vezes também você conta segredos que não deveria para os outros. Você ri de quem tropeça na rua, ou daquela pessoa que não fala nada certo. Você escuta músicas que tem duplo sentido. Você põe o pé pra alguém tropeçar. Você consegue enganar a sua professora dizendo que fez o tema. Você cola em provas daquele seu amigo que virou a noite estudando. Você fala mal do ídolo dos outros mas quando é do seu fica braba até o outro pedir desculpa. Quando alguém percebe os seus defeitos, você lança mão do "ninguém é perfeito". Mas lá, sozinha, em sua casa, ser perfeita é o que você mais quer.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Como se agora não existisse mais ninguém...
Magoada, ela se distancia do grupo onde estavam.
- Ei, o que aconteceu? - Disse ele, a puxando pela cintura.
- É só que... não tem mais como continuar assim, ninguém retribui meus sentimentos. Estou cansada de desilusões amorosas.
- Eu retribuo seus sentimentos. Eu gosto de você como você é. - Ele enxugou uma lágrima de seu rosto.
- Obrigada. Mas é que... É difícil. Você é o único que me diz essas coisas. Porque você é um personagem que eu criei em minha cabeça para me satisfazer.
- E como você sabe que eu sou só coisa da sua cabeça?
- Porque nunca um cara perfeito como você viria falar comigo. Nunca.
- Ei, o que aconteceu? - Disse ele, a puxando pela cintura.
- É só que... não tem mais como continuar assim, ninguém retribui meus sentimentos. Estou cansada de desilusões amorosas.
- Eu retribuo seus sentimentos. Eu gosto de você como você é. - Ele enxugou uma lágrima de seu rosto.
- Obrigada. Mas é que... É difícil. Você é o único que me diz essas coisas. Porque você é um personagem que eu criei em minha cabeça para me satisfazer.
- E como você sabe que eu sou só coisa da sua cabeça?
- Porque nunca um cara perfeito como você viria falar comigo. Nunca.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eu.
Sete letras. Não, não é Eu te amo. Espere, estou dando um tempo para você contar que eu te amo tem sete letras. Mas enfim, não é isso. Essa sou eu. I-S-A-D-O-R-A. Complicada e perfeitinha seria um tanto idiota perto de um cerébro com tantos pensamentos como eu. Ok, cerébro ficou ruim. Seria um tanto idiota perto de uma pessoa com tantos pensamentos. Ás vezes eu penso que deveria parar de pensar um pouco. Mas aí, já estou pensando e me incomodando, logo desisto. Me encanto com sorrisos tímidos, brincadeirinhas sem graça e fofuras sem explicação. Choro fácil. E como choro. Já chorei mais, bem mais. Mas já chorei menos, bem menos. Tenho músicas pra cada estação. Se é inverno, escuto rock. Primavera, lá vou eu pras músicas da moda. No verão, troco para reggae e coisas relacionadas a praia. O outono volta, e é sertanejo que toca no meu rádio. Assim como as estações, eu mudo bastante. Ao mesmo modo, não mudo nunca. Todos me acham alguém extremamente decidida. Ninguém sabe toda a confusão que mora aqui dentro. Não gosto e amo o meu cabelo. Se eu tivesse uma doença psicológica, com certeza seria bipolaridade. Mudo de humor a cada dois minutos. Me estresso com qualquer bobagem. Mas no fundo, sou alguém muito, muito doce. Alguém que acredita em finais felizes. Em para sempre. Em amor a primeira vista. Em sonhos irrealizáveis. Alguém iludida pelos filmes e livros, e o pior: felizmente iludida. Se estou ansiosa para que algo aconteça, estou feliz. Quando algo que eu queria muito passa, começo a contar os dias para outra coisa. Se não tem, eu invento. Gosto de ir em festas, mas mesmo reclamando, adoro ficar no twitter na madrugada de sábado, escutando as minhas "músicas de madrugada". Sou fácil de agradar. Mas muito fácil de desagradar também. Não vivo sem os meus amigos. Sem a minha família. Tenho alguns ídolos de anos e outros de meses. Alguns são fúteis. Outros não. Viro bicho se falarem mal deles. Meu gosto musical é bastante variado. Gosto de ser rebelde, mas gosto mais ainda de ser certinha. Não me incomodo comigo mesma, porque se me incomodasse, só seria mais eu. Tenho auto-estima baixa, e as vezes isso me põe muito, mas muito pra baixo. Sou viciada em computador. Pago de forte, mas no fundo, tudo que quero, é um sorriso bonito, algumas palavras doces, e a razão para muitas, mas muitas lágrimas.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Uma centelha de falsas emoções
As coisas não acontecem na mesma velocidade dos pensamentos. Muito menos das vontades. Muitas vezes, me considero muito mais pra frente, nas situações que ainda não aconteceram. Já sei o que dizer, o que pensar, o que fazer, como agir e para o que olhar. Sei como se deve rir, gritar e fazer piadas pra qualquer situação. Talvez eu saiba até chorar, quando essas determinadas situações aconteçam. Embora, se não acontecerem, terei gastando o meu tempo em falsas emoções, simplesmente prevendo o que não vai tornar em realidade. Nesse momento, percebo que já me acostumei a fazer isso. Sei exatamente como vou agir em todas as situações possíveis. Mas vem a vida, e torna essas situações idênticas, mas diferentes. Ou seja, o resultado é igual, mas o processo muito, mas muito diferente. E eu, que acho sempre saber o que fazer todas as situações possíveis, não sei como agir. Não sei nem o que pensar, no determinado momento. Na verdade, paro de pensar nessas horas. Porque afinal, estou pensando em como tudo que eu queria está acontecendo, mas de um jeito diferente. Assim como esse texto, que eu achei que terminaria de um jeito, e vai terminar de outro. Na verdade, vou abrir uma exceção e deixar que termine do jeito que eu imaginava lá no começo do parágrafo, afinal, meus pensamentos tem de ser agradados as vezes. Terminarei com a frase do ínicio. Uma centelha. Uma centelha de falsas emoções.
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