quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É tudo

Nunca pensei que se tornaria tão forte assim. Não sei em qual parte da minha vida que me perdi, porque nunca imaginei que estaria escrevendo isso pra você. Não assim. Não desse jeito. Não pra você. Nunca pra você. Parece um tanto bobo. Amor de ídolo é bobo, não é isso que dizem? Mas pela minha banda preferida, ah, isso é diferente. Lógico que gosto deles pelo que são, mas conheci pelas músicas, e importando não quem eles forem e o que fizerem, se me contentarem com as músicas, para mim está bom. Mas isso não é sobre eles, por incrível que pareça. Não, esse é pra você, Federico Devito. O tal nome que meu pai, minha mãe, meus irmãos e meus amigos não aguentam mais ouvir. "Ele nunca vai saber que tu existe", "tu só gosta dele porque ele é bonito", "ele não tá nem aí pras fãs", "como tu é fã desse cara?", são as frases mais comuns de escutar. Juro que há uns 11 meses atrás, eu acharia meio forçado ler alguém explicar desse jeito pra mim, como é gostar de um ídolo. Mas agora eu vejo que tudo é real. Que qualquer coisa que eu escrevesse aqui parecia forçado, clichê ou mentira. E não é isso que eu quero que pareça. Não vou dizer que é pra sempre, bateria no clichê mais uma vez. E também não vou ser ingênua, não vou estar casada sendo tão fervorosa por um menino (que não vai mais ser menino) 4 anos mais velho que eu. Mas eu, com certeza, vou me lembrar com nostalgia daquelas épocas de amor incondicional com 14 anos, e irei procurar seus postêres, ouvir as músicas que você gostava, me lembrar de suas piadas, e irei rir sozinha feito boba, como faço agora quando você fala qualquer bobagem.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Defeitos.

Eu sei que ás vezes você chega em casa e tudo o que quer é gritar, chutar tudo e não falar com ninguém. Sei que ás vezes você desconta em quem não tem nada a ver com isso. Sei que você vive falando que tem que emagrecer, mas come feito louca escondida. Sei também que você não consegue se controlar a não falar mal dos outros ás vezes. Sei que você é hipócrita como ninguém é. Sei que ás vezes você se finje de coitadinha. Sei também, que você algumas vezes não fala a verdade. Claro que algumas vezes você não pode contar mesmo, mas que a maioria é em benefício próprio. Ás vezes também você conta segredos que não deveria para os outros. Você ri de quem tropeça na rua, ou daquela pessoa que não fala nada certo. Você escuta músicas que tem duplo sentido. Você põe o pé pra alguém tropeçar. Você consegue enganar a sua professora dizendo que fez o tema. Você cola em provas daquele seu amigo que virou a noite estudando. Você fala mal do ídolo dos outros mas quando é do seu fica braba até o outro pedir desculpa. Quando alguém percebe os seus defeitos, você lança mão do "ninguém é perfeito". Mas lá, sozinha, em sua casa, ser perfeita é o que você mais quer.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Como se agora não existisse mais ninguém...

Magoada, ela se distancia do grupo onde estavam.
- Ei, o que aconteceu? - Disse ele, a puxando pela cintura.
- É só que... não tem mais como continuar assim, ninguém retribui meus sentimentos. Estou cansada de desilusões amorosas.
- Eu retribuo seus sentimentos. Eu gosto de você como você é. - Ele enxugou uma lágrima de seu rosto.
- Obrigada. Mas é que... É difícil. Você é o único que me diz essas coisas. Porque você é um personagem que eu criei em minha cabeça para me satisfazer.
- E como você sabe que eu sou só coisa da sua cabeça?
- Porque nunca um cara perfeito como você viria falar comigo. Nunca.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Eu.

Sete letras. Não, não é Eu te amo. Espere, estou dando um tempo para você contar que eu te amo tem sete letras. Mas enfim, não é isso. Essa sou eu. I-S-A-D-O-R-A. Complicada e perfeitinha seria um tanto idiota perto de um cerébro com tantos pensamentos como eu. Ok, cerébro ficou ruim. Seria um tanto idiota perto de uma pessoa com tantos pensamentos. Ás vezes eu penso que deveria parar de pensar um pouco. Mas aí, já estou pensando e me incomodando, logo desisto. Me encanto com sorrisos tímidos, brincadeirinhas sem graça e fofuras sem explicação. Choro fácil. E como choro. Já chorei mais, bem mais. Mas já chorei menos, bem menos. Tenho músicas pra cada estação. Se é inverno, escuto rock. Primavera, lá vou eu pras músicas da moda. No verão, troco para reggae e coisas relacionadas a praia. O outono volta, e é sertanejo que toca no meu rádio. Assim como as estações, eu mudo bastante. Ao mesmo modo, não mudo nunca. Todos me acham alguém extremamente decidida. Ninguém sabe toda a confusão que mora aqui dentro. Não gosto e amo o meu cabelo. Se eu tivesse uma doença psicológica, com certeza seria bipolaridade. Mudo de humor a cada dois minutos. Me estresso com qualquer bobagem. Mas no fundo, sou alguém muito, muito doce. Alguém que acredita em finais felizes. Em para sempre. Em amor a primeira vista. Em sonhos irrealizáveis. Alguém iludida pelos filmes e livros, e o pior: felizmente iludida. Se estou ansiosa para que algo aconteça, estou feliz. Quando algo que eu queria muito passa, começo a contar os dias para outra coisa. Se não tem, eu invento. Gosto de ir em festas, mas mesmo reclamando, adoro ficar no twitter na madrugada de sábado, escutando as minhas "músicas de madrugada". Sou fácil de agradar. Mas muito fácil de desagradar também. Não vivo sem os meus amigos. Sem a minha família. Tenho alguns ídolos de anos e outros de meses. Alguns são fúteis. Outros não. Viro bicho se falarem mal deles. Meu gosto musical é bastante variado. Gosto de ser rebelde, mas gosto mais ainda de ser certinha. Não me incomodo comigo mesma, porque se me incomodasse, só seria mais eu. Tenho auto-estima baixa, e as vezes isso me põe muito, mas muito pra baixo. Sou viciada em computador. Pago de forte, mas no fundo, tudo que quero, é um sorriso bonito, algumas palavras doces, e a razão para muitas, mas muitas lágrimas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma centelha de falsas emoções

As coisas não acontecem na mesma velocidade dos pensamentos. Muito menos das vontades. Muitas vezes, me considero muito mais pra frente, nas situações que ainda não aconteceram. Já sei o que dizer, o que pensar, o que fazer, como agir e para o que olhar. Sei como se deve rir, gritar e fazer piadas pra qualquer situação. Talvez eu saiba até chorar, quando essas determinadas situações aconteçam. Embora, se não acontecerem, terei gastando o meu tempo em falsas emoções, simplesmente prevendo o que não vai tornar em realidade. Nesse momento, percebo que já me acostumei a fazer isso. Sei exatamente como vou agir em todas as situações possíveis. Mas vem a vida, e torna essas situações idênticas, mas diferentes. Ou seja, o resultado é igual, mas o processo muito, mas muito diferente. E eu, que acho sempre saber o que fazer todas as situações possíveis, não sei como agir. Não sei nem o que pensar, no determinado momento. Na verdade, paro de pensar nessas horas. Porque afinal, estou pensando em como tudo que eu queria está acontecendo, mas de um jeito diferente. Assim como esse texto, que eu achei que terminaria de um jeito, e vai terminar de outro. Na verdade, vou abrir uma exceção e deixar que termine do jeito que eu imaginava lá no começo do parágrafo, afinal, meus pensamentos tem de ser agradados as vezes. Terminarei com a frase do ínicio. Uma centelha. Uma centelha de falsas emoções.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lições ensinadas e fatos aprendidos

Já me foram ensinadas várias coisas. Me ensinaram que se um menino te maltrata, ele não a merece. Me ensinaram que não existem meias-paixões, só existem amores arrebatadores ou amizades. Me ensinaram que se você não é correspondida, não é amor. Me ensinaram que se você não der bola para um menino ele vai correr atrás de você. Me ensinaram que meninas tem que estar apaixonadas o tempo todo. Me ensinaram que se suas lágrimas caem por um garoto, você tem que esquecê-lo. Dane-se o que me ensinaram, o que importa é o que aprendi. Se um menino te maltrata, talvez ele não a mereça. Mas não importa. Você vai o querer cada vez mais. Aprendi que é de meias-paixões que o mundo é feito. Amores arrebatadores ou amizades são nada mais que exceção. Hoje sei que se você não der bola pra um menino, talvez ele não ligue, não importe, e vocês percam o contato. Se você chorar por alguém, deixe que as lágrimas caiam. Isso te dará mais forças pra lutar, porque você sabe, aí no fundo, que riscar todas as coisas com o nome dele não adiantará de nada. E depois de tudo isso, ainda dizem que meninas tem de estar apaixonadas o tempo todo?

domingo, 10 de outubro de 2010

I hate(love) you.

- Quer saber o que eu mais gosto em você?
- Não. Quero saber o que você menos gosta.
- Porque? Você não irá gostar de ouvir...
- Fale.
- Não gosto quando você me deixa em dúvida de seus sentimentos. Não gosto quando conversa com outras meninas. Não gosto quando você não me liga. Não gosto quando você não me abraça forte quando me vê. Não gosto de quando toca a nossa música e você não diz nada. Não gosto quando você sai e me deixa sozinha num sábado a noite. Afinal, porque queria saber?
- Para mim continuar fazendo isso.
- Porque, se você sabe o quanto isso me aborrece?
- Porque é isso que te faz correr atrás e nunca desistir de mim. E se pra te ter tenho que ter esses defeitos, os terei pra sempre.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Uma história sobre as estações

É verão e você me convidou para ir me bronzear na sua piscina,
Eu recusei, por medo
Mas você me viu na praia e não correu atrás de mim

O outono já chegou e nós fomos para a escola
Eu te convidei para juntar as folhas secas do meu jardim
Você disse que estava muito ocupado
Mas eu te vi na varanda lendo um livro qualquer e rap era a música do seu Ipod

No inverno eu já sei,
Que entre meus filmes românticos e chocolate quente,
Você sai pra festas e volta com meninas
Diz que um vinho já é o suficiente para esquentar

Já é primavera e as flores que eu tanto cultivava sumiram
Elas estavam com os galhos quebrados
Olhei para o chão e as vi enroladas em uma fita cor-de-rosa
Com um bilhete que dizia:
"Me desculpe pelas flores, eu amo você"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Querer e precisar

"As coisas não acontecem quando você quer, e sim quando você precisa delas."
E é com essa frase minha, mais mal bolada impossível, que começam essas linhas que logo logo irão se resumir em um texto, em um dos mais de mil textos que eu escrevo por dia. Ok, sem exagerar, enfim, mais um dos tantos textos que eu escrevo. Querer é diferente de precisar, e por isso são duas palavras diferentes com significados completamente diferentes. E não, não é quando você acha que precisa de algo. Porque achar é querer. E sim, quando você já esqueceu, que você já se acostumou com a falta que isso faz, aí sim a vida te dá. Porque isso sim é precisar. Não é querer. Você não precisa do menino bonitinho da sua escola. Você não precisa daquele sapato que você viu na vitrine. Você não precisa que sua mãe faça um café para você todos os dias. Você quer. Você só vai parar de se dar conta de que precisa quando o menino não olhar pra você nunca. Quando a sua melhor amiga comprar o sapato. Quando sua mãe decidir parar de fazer o café matinal pra você. E, a cada dia, você vai se acostumando com a falta dessas coisas. Tanto, que não vai nem mais perceber. E aí você vai dizer novamente "Eu preciso!" pra outras coisas que você somente quer. Nessas coisas que você vai se focar. E aí, você nem vai mais se lembrar do café da sua mãe, do sapato da vitrine, do menino bonitinho. E vai ter um dia que o menino vai olhar pra você de um jeito diferente. Sim, porque você está precisando. Você precisa se lembrar disso de novo. E aí sua mãe vai lhe trazer uma caixa embrulhada com o sapato que você tanto queria, e irá fazer um café pra você, como nos velhos tempos. Pra que você sinta como é bom, novamente. E aí, você vai precisar dessas coisas de novo. E aí, sim, você vai ter.  Porque você precisa da falta para perceber o quanto precisa de algo. Ou para esquece-lo. Até que ele volte. Dessa vez, mais forte. Dessa vez, pra ficar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sobre amor. Ou seria desamor?


Em um dia normal, você vai sair pra rua e seu olhar vai cruzar com alguém. Essa pessoa vai sentir a mesma sensação estranha que você sentiu e vai acontecer o que chamam de amor à primeira vista. Num outro dia, você percebera que o que sente é recíproco e aquela pessoa é a tal que você sempre procurou. Em um dia mais adiante, acontecerá o tão esperado beijo entre vocês dois e aí sim você começará a acreditar em amor verdadeiro. Então, um outro dia qualquer, alguém se lamentará para você, dizendo as coisas de que você antigamente reclamava. Você pedirá a pessoa que espere, que um dia ela encontrará alguém que vai amá-la do jeito que ela é. Ela vai fingir acreditar, do jeito que você fazia, mas você dirá que acredite, que um dia ela vai saber que isso é verdade, que um dia ela será feliz como nunca foi. E ela esperará, pacientemente, o tal dia que sempre prometem a ela. Ah, nesse dia...

domingo, 19 de setembro de 2010

Preguiça de tudo.

Preguiça de explicar o porque daquilo, o porque disso. Preguiça de comer. Preguiça de contar os pontos da minha dieta. Preguiça de chorar. Preguiça de escutar aquela música e chorar. Preguiça de pensar naquilo, escutar aquela música e chorar. Preguiça de estudar. Preguiça de ficar entediada. Preguiça de conversar. Preguiça de reclamar. Preguiça de pensar. Preguiça de fazer certo. Preguiça de ajudar. Preguiça de mudar algo de lugar. Preguiça de dizer "sim". Preguiça de dizer "não". Preguiça de ficar brava. Preguiça de raciocinar. Preguiça de sentir inveja. Preguiça de sentir orgulho. Preguiça de trocar de roupa. Preguiça, preguiça. Preguiça de ser eu mesma.

sábado, 11 de setembro de 2010

I just need you, now.

Precisar de alguém. Díficil. Humilhante para a mais flexível das feministas (Porque, convenhamos, toda mulher é um pouco feminista). Precisar de alguém como se precisa de alimento. Um alimento para a alma. Um brigadeiro, diria. Gostoso, mas nem um pouco saudável. É assim que é uma pessoa para a outra que necessita dela. O melhor de ter alguém, é não precisar dele, vários dizem. Até não se usa o termo "ter". Porque ninguém possui ao outro. Nós teremos uns aos outros até a pessoa permitir. E quando ela não mais permitir? Aí a sua vida vai se resumir a brigadeiros (literalmente), sábados chuvosos e lágrimas por erros que não cometeu? Só por você precisar de alguém? Tanto que chega a doer o estômago, as mãos, e até os pés, na melhor das hipóteses? Não. Porque você, aí no fundo, sabe que existem mais do que isso. Que existem barras de chocolates para serem divididas, domingos ensolarados para serem divertidos, e muitos, mas muitos sorrisos para serem compartilhados. E você só tem que achar com quem compartilhar. E essa pessoa vai se permitir de ser sua. Para sempre.


Me fez chorar absurdamente.

Ela diz que não sabe escrever. Já a ouvi dizendo que não sabe fazer nada, que se odeia e que sua vida é uma merda. Ela nunca olhou em volta e viu as tantas pessoas que sorriem ao encontrar o seu olhar. Às vezes acho que ela quer carinho, ela se entristece com atitudes que desaprova, ela sabe manter os seus amigos e eles querem o bem dela, mais do que qualquer outro pode querer. Porque sim, ela é valorizada. Todos sabem que ela faz a diferença, em cada parte de suas atitudes, o bem estar dos outros está acima do seu. E às vezes ela cansa, e agente percebe. Não adianta perguntar o que houve, é preciso entendê-la. E essa é a parte mais difícil. 
Eu sei que tinha dias, em que à noite, ela chorava baixinho, para ninguém ouvi-la, para ninguém se preocupar. E enquanto amanhecia outro dia começava, onde ela se preocuparia com todos os outros, ela secaria as minhas “lágrimas adocicadas” quando fosse preciso, e faria tudo o que está ao seu alcance para que não houvesse brigas, desentendimentos, discussões. E quem sabe nunca a agradeceram por isso. Nunca pararam pra pensar... Que ela é uma boa garota. Ela é uma ótima garota, ela é mais forte que todas nós. Ela sorri sempre que sabe que isso vai nos deixar bem, ela é a amiga pra vida toda. Não importa o que aconteça, e quem ficará pelo caminho, jamais a abandonaremos. Ela é uma boa escritora. Ela está escrevendo muito bem a própria história, e está ajudando a montar os parágrafos mais alegres da nossa.
Créditos: Sweet Tears

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bondade cansativa.


Por muito tempo eu acreditava ser uma espécie de anjo dos outros. Quanta pouca modéstia a minha, não é? Tudo bem, você pode ser bom, muito bom, e até ótimo com as pessoas. Mas nunca um anjo. Porque anjos não cansam. E eu sim.
As pessoas chegavam até a se espantar com a minha alegria em ajudar os outros, mas uma hora isso acaba. É na hora em que você percebe que a coisas não são assim tão simples, que as vezes você tem que pensar em você. E eu percebi. E estou cansada. Cansada de ajudar. Cansada de ser um anjo, como eu mesma me considerava. Fico sem a auréola e deixo essa missão incansável e extremamente admirável para os anjos da guarda. Só peço que me deixem viver normalmente agora. Obrigada.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ainda acredita nos filmes?

Menina nerd, zoada, com só um melhor amigo gordinho, apaixonada pelo popular, que por acaso, namora a mais linda do colégio - e a pior inimiga da menina. Ela tem uma melhor amiga chata como ela e fazem tudo juntas. A menina nerd só quer ficar com o popular e faz de tudo por isso. Aí podem acontecer dois finais: Ela ficar com o popular, já que vai virar tão encantadora que ele vai se apaixonar na hora por ela, ou perceber, depois de ficar com o popular, que sempre a quis bem e quem ela quer de verdade é o melhor amigo. Aí, de qualquer forma, ela com o popular ou com o seu melhor amigo, viverá feliz para sempre.
Todo mundo já leu ao menos um livro ou vi um filme com essa história. Ela se repete em todos os filmes de adolescentes em Hollywood. Bate-se tanto nessa tecla que esqueceram de falar pras meninas que isso não é uma fórmula. Que não são todas que vão ter um melhor amigo super fofo e nem que vão virar encantadoras de cabelos esvoaçantes para o popular da escola olhar pra você. E isso não é errado. É apenas... o normal.  Os filmes parecem retratar algo que acontece ás vezes como se acontecesse sempre, mas isso é nada mais do que para o dinheiro, afinal, o que é melhor: um final feliz ou um amor não correspondido de adolescente? Então... talvez o seu melhor amigo ou o popular não sejam certos pra você. Talvez o certo seja outro cara. Quem você nem conhece. Quem você não é amiga. Quem você não dá importância. E você só não sabe disso ainda. E isso é natural. Desista do seu melhor amigo e do popular do seu colégio, e vá viver a sua vida, afinal... você AINDA acredita nos filmes?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lágrimas adocicadas

Assim que ela própria se define. Não que eu ache errado, porque não é. Ela é sim, muito doce. Mas doçura passa a impressão de fragilidade, a impressão que ela mesma passa. Mas ela sabe que não é assim. Que talvez ela seja bem mais do que aparenta. Em todos os sentidos. Mais forte, mais corajosa, mais verdadeira e talvez, até mais boba e ingênua. Mas isso lhe torna uma pessoa emocionante. Talvez por ser tão intensa, sofra com facilidade. Mas também sabe abrir um sorriso com uma facilidade incrível. Ela é assim, intensa, e de uma simplicidade enorme. Lágrimas doces são apenas um complemento dela, não o todo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Verdade. Dolorosa, mas ainda assim, verdade.

Ensinam muitas coisas as garotas: Se um cara lhe machuca, ele gosta de você. Nunca tente aparar a própria franja. E um dia, vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre. Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso: A reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra. Mas as vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão te deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente. Ou talvez o final feliz seja isso: Saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança.
Créditos: Filme "Ele não está tão a fim de você".

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Diálogo

Ele franziu os olhos pra mim:
- No que aqui é melhor que lá?
- Ah, aqui não tem comparação com lá, é muito melhor. - E aqui não tem ele, eu acrescentei mentalmente.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Just a dreamer

O que vou dizer? É só mais uma gota em um oceano inteiro de desilusões. A pergunta é: Porque me iludir? Se eu já sei que isso sempre acontece? Simples: Porque eu sou assim. As pessoas dizem para parar de sonhar. Como se fosse fácil. Imagine pedir a um jogador que pare de jogar. A um poeta que pare de escrever. A um humorista que pare de brincar. É impossível. Eu sou assim, uma sonhadora nata. Me controlando ou não, não consigo parar. As coisas não são tão simples assim. Não se desliga/liga o meu botão "sonhar". Infelizmente não, como eu queria. Assim talvez, eu parasse de ser tão boba e ingênua. Mas como eu disse, é (praticamente) impossível que eu pare de sonhar. Talvez que tomar um tombo grande, pra mim perceber de uma vez. Mas não foi isso que já aconteceu algumas vezes? Enfim, pergunte para um esportista como parar de treinar. Assim eu saberei como parar de sonhar.

sábado, 7 de agosto de 2010

Toy boy

Faz tempo que eu não escrevo sobre você... Talvez esteja na hora. Talvez não exista uma hora, como eu me forço a imaginar. Nessa cidade, em que muitos chamam de pequena, muitos corações estão pulsando forte. Não vou arriscar dizer que a minha pulsação é a mais intensa, pois sei que existem coisas muito mais importante que um romance fail de adolescente. Talvez eu nunca mais devesse escrever sobre você. Olha o que você fez, olha o que você faz. Olhe como eu sou imatura pra lidar com você. Talvez mais imatura do que eu sou com qualquer outra pessoa. Como um brinquedo do qual me tiram, sempre que a parte mais divertida começa a acontecer. E porque eu sempre o encontro novamente? Ou melhor, porque o brinquedo sempre vem a mim de novo? Quem dera não fosse assim. Quem dera eu escrevesse sobre outras pessoas. Não digo que eu não quero, porque eu sei, sim, que brinquedos tem a sua fase. A sua fase quando você é criança; depois que você cresce, isso passa. Mas eu simplesmente não consigo escrever sobre outras pessoas. Porque eu tenho medo de cair na imaturidade com elas assim como caio com você; e isso é a pior coisa que pode acontecer. Juro que vou me esforçar para não escrever sobre você de novo. Mas como uma criança puramente infantil, não sei se consigo ficar muito tempo longe do meu brinquedo favorito...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A menina que não sabia amar

Achava que podia tudo, pisava no menino quando queria e ele voltava pra ela, não ligava no fim de semana e ele nada fazia, ia pra festas, encontrava outros, e ele só sofria. Talvez nunca tenha chegado a chamá-lo de namorado. O beijava quando tinha vontade e o fazia carregar suas coisas. Tinha outras amizades coloridas, saia pro shopping sem dar satisfação. Mandava um depoimento de vez em quando, achando que cumpria sua função de namorada. Até que ele não aguentou, a deixou. Achou uma menina que gostava dele. Não era tão bonita quanto ela, mas também, pouco importava. Agora ela chora por dentro. E não é de falta do namorado, não, é de inveja dessa menina, que sabia amar. 



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Faz frio em Porto Alegre... E em todo Rio Grande do Sul.

Toda noite, e de longe eu não posso te ver. Tá, parei com Fresno. Faz frio aqui. Congelam se as mãos, os pés, e talvez até o coração de muita gente.O problema é que assim como as estações, o coração muda. Os pensamentos e sentimentos mudam. Talvez até rápido demais. Talvez eles adquiram uma força extra, assim como o meu. Não que eu estivesse mais fria, com as manhãs do meu Estado, mas talvez mais rigorosa. Mais forte, eu diria. Mas ainda assim, existia um coração. Mesmo que frio, machucado, e talvez até, em parte, congelado. Díficil é pra você, que apesar de não morar em um lugar tão frio, está congelado pra SEMPRE.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sobre saudade e ciúmes

Talvez sejam os sentimentos mais presentes na minha vida. Saudades de roupas, de chocolate, de objetos e de palavras. Ciúmes de músicas, de livros, de fotos e de ideias. Não que seja bom viver com eles. Mas não é saudavel e confortável viver sem. Sentimentos assim tem que existir. Se temos ciúmes e saudades é porque gostamos, e as vezes até demais. Mas o complicado é quando se tratam de pessoas. Você domina um chocolate, você domina uma foto. Agora, pessoas, você nunca, nem querendo, vai dominar. E por isso talvez doa. Porque as pessoas não nos obedecem como uma música tentando ser ouvida. Pessoas não são chocolates, e você não é um quartel-general, que manda, e os outros obedecem. E isso dói. Porque apesar de negar, eu sei muito bem o quanto você queria mandar em tudo. Mas você nunca vai ter isso, sinto muito. O mundo não vai obedecer a você, e você, nunca, pode se render a ele.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Apresentação

Não sei muito bem como começar isso. Não sei se mostrarei isso pra alguém ou não. Não posso querer que alguém leia o que nem ao menos eu sei dizer. Já tive outro blog, mas poucos leitores ele tinha. Talvez isso seja o meu diário, sem citar nomes. Talvez não seja. Provavelmente não. Eu não sou do tipo que gosta de se arriscar. Talvez por isso eu esteja assim. Poucas pessoas me compreendem, mas eu não posso falar muito, porque eu não entendo quase ninguém. Não sou o tipo interessante, e nem quero ser. Enfim, perdi a inspiração, como sempre. Se alguém leu, não era pra ter lido. Ou era. Como sempre.