quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

É tudo

Nunca pensei que se tornaria tão forte assim. Não sei em qual parte da minha vida que me perdi, porque nunca imaginei que estaria escrevendo isso pra você. Não assim. Não desse jeito. Não pra você. Nunca pra você. Parece um tanto bobo. Amor de ídolo é bobo, não é isso que dizem? Mas pela minha banda preferida, ah, isso é diferente. Lógico que gosto deles pelo que são, mas conheci pelas músicas, e importando não quem eles forem e o que fizerem, se me contentarem com as músicas, para mim está bom. Mas isso não é sobre eles, por incrível que pareça. Não, esse é pra você, Federico Devito. O tal nome que meu pai, minha mãe, meus irmãos e meus amigos não aguentam mais ouvir. "Ele nunca vai saber que tu existe", "tu só gosta dele porque ele é bonito", "ele não tá nem aí pras fãs", "como tu é fã desse cara?", são as frases mais comuns de escutar. Juro que há uns 11 meses atrás, eu acharia meio forçado ler alguém explicar desse jeito pra mim, como é gostar de um ídolo. Mas agora eu vejo que tudo é real. Que qualquer coisa que eu escrevesse aqui parecia forçado, clichê ou mentira. E não é isso que eu quero que pareça. Não vou dizer que é pra sempre, bateria no clichê mais uma vez. E também não vou ser ingênua, não vou estar casada sendo tão fervorosa por um menino (que não vai mais ser menino) 4 anos mais velho que eu. Mas eu, com certeza, vou me lembrar com nostalgia daquelas épocas de amor incondicional com 14 anos, e irei procurar seus postêres, ouvir as músicas que você gostava, me lembrar de suas piadas, e irei rir sozinha feito boba, como faço agora quando você fala qualquer bobagem.

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